Sigma 21

A verdade esta lá fora!

Hubble registra a mais distante imagem do Universo — 08.01.2010

Hubble registra a mais distante imagem do Universo

Quando olhamos para o céu vemos diversos objetos bastante distantes de nós. Para se ter uma idéia, mesmo viajando a 300 mil km/s, a luz do Sol leva 8 minutos para chegar até nós, enquanto a da estrela mais próxima, Próxima Centauro, demora mais de quatro anos. Quanto mais distante está um objeto, mais no passado estamos olhando. Agora, uma nova imagem bate o recorde de distância e revela objetos criados há mais de 13 bilhões de anos, apenas 650 milhões de anos depois do Big Bang.

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A cena mostra uma rica tapeçaria de mais de 7500 galáxias e foi registrada pelo telescópio espacial Hubble em dois momentos diferentes. Em primeiro plano temos a luz emitida por galáxias há apenas 1 bilhão de anos enquanto os pontos mais distantes, vistos como pequenas centelhas vermelhas, são galáxias que praticamente testemunharam os momentos próximos da criação, ocorrido 650 milhões de anos antes de seus nascimentos. A cena também permite ter uma percepção do tamanho do Universo: toda a paisagem está contida em uma pequena janela três vezes menor que a Lua cheia.

A nova imagem é um mosaico feito com dois instrumentos diferentes a bordo do telescópio Hubble, captados entre setembro e outubro de 2009 através da câmera grande angular WFC3 e em 2004, com auxílio da câmera avançada de pesquisa ACS.

A panorâmica destaca a grande variedade de estágios ocorridos o processo de formação das galáxias. A luz ultravioleta captada pela câmera ACS mostra o brilho azul de estrelas quentes e jovens no interior de galáxias repletas de estrelas em nascimento. A luz laranja mostra aglomerados de galáxias massivas entre 8 e 10 bilhões de anos atrás.

A luz do espectro do infravermelho próximo é vista na cena em tons vermelhos e revelam as galáxias extremamente distantes, algumas delas entre 12 e 13 bilhões de anos, cuja luz ultravioleta original foi esticada em comprimento até chegar ao infravermelho devido à expansão do Universo.

Foto: Imagem captada pelo telescópio Hubble mostra as mais distantes galáxias no Universo, cuja luz remonta há 13 bilhões de anos. Crédito: NASA, ESA, R. Windhorst, S. Cohen, and M. Mechtley (Arizona State University, Tempe), R. O’Connell (University of Virginia), P. McCarthy (Carnegie Observatories), N. Hathi (University of California, Riverside), R. Ryan (University of California, Davis), and H. Yan (Ohio State University). Photo No. STScI-PRC10-01

Fonte: Apolo11

Atlas Digital do Universo — 21.12.2009

Atlas Digital do Universo

O Atlas Digital do Universo criado pelos astrofísicos do Museu Americano de História Natural, em colaboração com o Museu de Arte Rubin, mostra em uma viagem mágica, como a terra desaparece e como as constelações Sagitário e Escorpião se esticam e distorcem até chegar ao limite do espaço observável.

fonte mdig

Panspermia — 11.10.2009

Panspermia

A panspermia é a hipótese segundo a qual as sementes de vida são prevalentes em todo o Universo e que a vida na Terra começou quando uma dessas sementes aqui chegou, tendo-se propagado. Essa idéia tem origem nos pensamentos de Anaxágoras, mas a sua versão mais moderna foi proposta por Hermann von Helmholtz em 1879. A panspermia tanto poderá ser interestelar ou interplanetária. Não existe ainda nenhuma evidência forte quer para contestar essa teoria quer para a suportar.

Outra hipótese para a origem da vida foi a de “vida universal”, com a origem em outro planeta. Eram citadas as hipóteses dos cosmozoários, ou do transporte de germes por meteoritos, e da panspermia cósmica ou dos esporos ou germes de vida deslocados pela pressão de radiação. Para muitos autores, ambas são a hipótese da panspermia cósmica. Hoje, essa hipótese parece inaceitável, pois as partículas vivas não suportariam a ação direta dos raios ultravioleta de curto comprimento de onda e alta temperatura, incompatíveis com a vida que conhecemos, embora haja muita matéria orgânica em meteoritos. Continuar lendo

O universo é uma projeção! — 23.01.2009

O universo é uma projeção!

A interpretação do mundo através da física quântica tem dado lugar a teorias que colocam em dúvida verdades aparentemente evidentes. No entanto, é possível que nenhuma hipótese anterior seja tão perturbadora como a que será publicada na próxima edição da revista Newscientist .

Conforme explicou Craig Hogan, um físico do Fermilab (E.U.A), é possível que a experiência que temos do mundo não seja mais que uma projeção holográfica de processos físicos que estão ocorrendo em algum lugar no cosmos.
Esta é a conclusão a que chegou após interpretar uma série de dados confusos recolhidos pelo detector de ondas gravitacionais GEO600.

Este dispositivo, que não foi capaz de captar nenhuma destas ondas nos sete anos em funcionamento, teria pego um sinal que provêm do limite fundamental do espaço-tempo. Lá, o tecido de que é feito o universo deixaria de agir como o continuo que descreveu Albert Einstein, para dissolver-se em uma estrutura granulada de um modo semelhante ao das fotografias, quando são dissolvidas em pixels, aumentando o seu tamanho.

Se esta descoberta for confirmada, o fracasso da GEO600 na sua busca de ondas gravitacionais se tornaria uma das mais importantes descobertas da física em muito tempo. Por mais inverossímil que possa parecer a teoria do holograma tinha sido levantada antes e tem uma forte base teórica. Já em 1990, um físico, Gerard Hooft, prêmio Nobel de Física, considerou a hipótese possível.
Por enquanto, porém, os cientistas não sabem qual é o tipo de consequências que poderiam resultar de viver em um gigantesco holograma.