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Evangelho de Judas é autêntico — 08.04.2013

Evangelho de Judas é autêntico

Pesquisadores reunidos nesta segunda-feira (8) na Reunião Nacional da Sociedade Química dos Estados Unidos divulgaram estudo que analisou papeis que conteriam o Evangelho de Judas, o apóstolo considerado traidor de Jesus Cristo, e confirmaram que o documento contém características que sugerem que o texto foi escrito há cerca de 1.700 anos.
Segundo os cientistas, a tinta encontrada nesses papeis foi comparada com tintas de contratos de casamento e terras do Egito produzidos no século 3 d.C.

A comparação foi feita com documentos egípcios que estão atualmente no Museu do Louvre, em Paris.
A descoberta deu aos pesquisadores a confiança para declarar que o documento teria sido produzido em 280 d.C, isentando o papel de possíveis falsificações. O Evangelho de Judas está atualmente no Museu Copta, localizado no Cairo.

A partir da análise microscópica e de produtos químicos, os pesquisadores puderam sugerir a autenticidade do documento. Uma das características que mais confirmaria a autenticidade de que o Evangelho foi escrito por Judas é a maneira que a tinta estava no papel.
De acordo com a pesquisa, a partir da análise da impressão da tinta foi possível constatar que ela foi colocada no papel quando ele ainda era novo, ou seja, quando era plano (e não costumeiramente enrolado, como os demais pergaminhos). Além disso, o mesmo papel não havia passado pelo processo natural de envelhecimento quando recebeu os escritos.
Também foi feita a datação do documento pelo processo de radiocarbono, que determina a antiguidade dos compostos orgânicos pela radiação, e a análise do roteiro e do estilo linguístico.

A peça chamada de Evangelho de Judas está escrita na língua copta, utilizada no Egito Antigo, e apresenta Judas Iscariotes de uma maneira diferente dos demais Evangelhos. O documento foi encontrado na década de 1970 e teria sido elaborado pelos primeiros cristãos.
O texto sugere que Jesus teria pedido ao amigo Judas que o entregasse às autoridades para execução, como parte de um plano para libertar seu espírito de seu corpo. Já nos textos aceitos pela Bíblia, Judas traiu Cristo em troca de 30 moedas de prata.

Outros filhos de Maria — 30.03.2009

Outros filhos de Maria

A lista “Tiago, José, Judas e Simão” lhe diz alguma coisa? Uma dica: não são nomes de apóstolos. Na verdade, de acordo com o Evangelho de Marcos, estes seriam os irmãos de Jesus, que são citados ao lado de pelo menos duas irmãs de Cristo (cujos nomes não aparecem). Os católicos e ortodoxos normalmente interpretam o trecho como uma referência a primos ou parentes mais distantes do mestre de Nazaré, mas o mais provável é que essa visão seja incorreta. A maior parte dos (poucos) indícios históricos indica que Maria e José realmente tiveram filhos depois do nascimento de Jesus.

É claro que, sem nenhum acesso a registros familiares contemporâneos ou evidências arqueológicas diretas, a conclusão só pode envolver probabilidades, e não certezas. “Se a busca do ‘Jesus histórico’ já é difícil, a pesquisa dos ‘parentes históricos de Jesus’ é quase impossível”, escreve o padre e historiador americano John P. Meier no primeiro volume de “Um Judeu Marginal”, série de livros (ainda não terminada) sobre Jesus como figura histórica.

Meier explica que, ao longo da tradição cristã, teólogos e comentaristas do texto bíblico se dividiram basicamente entre duas posições, batizadas com expressões em latim. A primeira é a chamada “virginitas ante partum” (virgindade antes do parto), segundo o qual Maria permaneceu virgem até o nascimento de Jesus, tendo filhos biológicos com seu marido José mais tarde. A segunda, “virginitas post partum” (virgindade após o parto), postula que Maria não teve outros filhos e até que seu estado de virgem teria sido milagrosamente restaurado após o único parto. Continuar lendo