Instrumentos a bordo de telescópio da NASA detectam um fenômeno inédito: a produção de antimatéria sobre trovoadas na Terra.

A detecção foi feita com o Fermi Gamma-ray Space Telescope e pode ajudar a esclarecer alguns dos segredos dessas partículas, que permanece um dos maiores mistérios da ciência.

Instrumentos a bordo de telescópio da NASA detectam um fenômeno inédito: a produção de antimatéria sobre trovoadas na Terra.

A detecção foi feita com o Fermi Gamma-ray Space Telescope e pode ajudar a esclarecer alguns dos segredos dessas partículas, que permanece um dos maiores mistérios da ciência.

Os cientistas já suspeitavam que os TGFs surgiam dos fortes campos elétricos perto do topo das trovoadas. Nas condições certas, o campo se torna forte o bastante para criar uma avalanche de elétrons “para cima”. Atingindo velocidades próximas às da luz, os elétrons energizados liberam raios gama – a forma de luz de maior energia. De vez em quando, ao esbarrar em uma molécula, esses raios podem se dividir em um par de partículas: um elétron e um pósitron. A primeira é matéria; a segunda é sua correspondente de carga oposta, antimatéria.

Os raios gama viajam em linha reta, porém as partículas giraram no campo magnético e, eventualmente, acabam atingindo o Fermi. Os pósitrons do feixe então colidiam com os elétrons da nave, criando um flash de raios gama. Os instrumentos do Fermi detectaram raios com 511 mil elétron volts. Um elétron volt (eV), é a energia adquirida por um elétron quando acelerado através de uma diferença de potencial de 1 volt. A essa energia, os cientistas sabem que o elétron encontrou sua partícula de antimatéria oposta, o pósitron.

Apenas 23 milisegundos depois, as partículas presas ao campo magnético retornaram, passando novamente pela nave e produzindo novos raios gama. A conclusão? Segundo a própria NASA, da próxima vez que chover – e trovoar – lembre-se: você pode estar presenciando a formação de antimatéria.

Fonte: Info

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