Quando olhamos para o céu vemos diversos objetos bastante distantes de nós. Para se ter uma idéia, mesmo viajando a 300 mil km/s, a luz do Sol leva 8 minutos para chegar até nós, enquanto a da estrela mais próxima, Próxima Centauro, demora mais de quatro anos. Quanto mais distante está um objeto, mais no passado estamos olhando. Agora, uma nova imagem bate o recorde de distância e revela objetos criados há mais de 13 bilhões de anos, apenas 650 milhões de anos depois do Big Bang.

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A cena mostra uma rica tapeçaria de mais de 7500 galáxias e foi registrada pelo telescópio espacial Hubble em dois momentos diferentes. Em primeiro plano temos a luz emitida por galáxias há apenas 1 bilhão de anos enquanto os pontos mais distantes, vistos como pequenas centelhas vermelhas, são galáxias que praticamente testemunharam os momentos próximos da criação, ocorrido 650 milhões de anos antes de seus nascimentos. A cena também permite ter uma percepção do tamanho do Universo: toda a paisagem está contida em uma pequena janela três vezes menor que a Lua cheia.

A nova imagem é um mosaico feito com dois instrumentos diferentes a bordo do telescópio Hubble, captados entre setembro e outubro de 2009 através da câmera grande angular WFC3 e em 2004, com auxílio da câmera avançada de pesquisa ACS.

A panorâmica destaca a grande variedade de estágios ocorridos o processo de formação das galáxias. A luz ultravioleta captada pela câmera ACS mostra o brilho azul de estrelas quentes e jovens no interior de galáxias repletas de estrelas em nascimento. A luz laranja mostra aglomerados de galáxias massivas entre 8 e 10 bilhões de anos atrás.

A luz do espectro do infravermelho próximo é vista na cena em tons vermelhos e revelam as galáxias extremamente distantes, algumas delas entre 12 e 13 bilhões de anos, cuja luz ultravioleta original foi esticada em comprimento até chegar ao infravermelho devido à expansão do Universo.

Foto: Imagem captada pelo telescópio Hubble mostra as mais distantes galáxias no Universo, cuja luz remonta há 13 bilhões de anos. Crédito: NASA, ESA, R. Windhorst, S. Cohen, and M. Mechtley (Arizona State University, Tempe), R. O’Connell (University of Virginia), P. McCarthy (Carnegie Observatories), N. Hathi (University of California, Riverside), R. Ryan (University of California, Davis), and H. Yan (Ohio State University). Photo No. STScI-PRC10-01

Fonte: Apolo11